Saúde e Bem-Estar

Ansiedade na pandemia – veja dicas que podem ajudar

Acima de tudo, a ansiedade foi uma das consequências da pandemia de COVID-19 que impactou não somente aqueles afetados pela doença. Mundialmente, o isolamento social forçado está cobrando um alto preço na saúde mental. Agora, já há números que mostram o alcance da ansiedade nesse difícil período global.

Conforme um estudo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), os casos de depressão nesse momento praticamente duplicaram. Os números de pessoas afetadas pela ansiedade e estresse cresceram 80%. Os sinais foram acentuados por várias questões, como falta de acompanhamento médico, sedentarismo e alimentação inadequada.

De acordo com outra pesquisa, promovida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Fiocruz e Unicamp, os resultados foram bem parecidos. Cerca de 45 mil pessoas foram ouvidas. Como resultado, 40% alegou ter sentido tristeza e depressão, enquanto 54% disse estar frequentemente com ansiedade.

Ansiedade
FOTO: Foto de Andrea Piacquadio no Pexels

O que é a ansiedade?

Mas, o que é a ansiedade? Simplesmente, a ansiedade é uma preocupação intensa, excessiva e constante receio de acontecimentos do dia a dia. Pode acelerar os batimentos cardíacos, a respiração e gerar suor excessivo e exaustão. No entanto, a ansiedade é algo habitual em uma pessoa.

Torna-se um problema quando essas sensações se agravam, se tornam excessivas e afetam diretamente a vida. Além disso, a ansiedade e os outros transtornos ligados a ela compõe uma série de doenças psiquiátricas definidas pela preocupação exagerada ou frequente de algo ruim que pode ocorrer.

Sobretudo no decorrer das crises, os pacientes são incapazes de se relacionar com o presente e desenvolvem uma forte tensão, algumas vezes, sem um motivo especial.

Por que ela ocorre?

A pandemia iniciou nos primeiros meses de 2020 e, durante esse período, a liberdade de deslocamento e integração social foram restritas. Para realizar as medidas sanitárias adequadamente, o distanciamento social foi recomendado por governos e entidades de saúde no mundo inteiro.

Todavia, a solidão provocada por essas medidas resultou em outro problema: o impacto da pandemia na saúde mental das pessoas. Com uma onda crescente de casos, algumas ações para minimizar o risco de contágio seguem em vigor, porém o cuidado com a integridade mental necessita ser priorizado.

Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil desponta como nação que lidera o ranking em toda a América Latina. Além disso, é o país mais ansioso do planeta. Segundo os especialistas, essa solidão atua como gatilho para mudanças bruscas de humor e ansiedade.

Dicas para combater a ansiedade

De antemão, há algumas coisas que as pessoas podem realizar para evitar ou diminuir a ansiedade nesse cenário de retorno à normalidade. Então, que tal conferir algumas dicas?

Novos interesses

Voltar a antigos interesses ou se dedicar a novos hobbies pode alterar o foco dos estímulos e diminuir os ‘pensamentos reverberantes’. Pode ser uma nova língua, um instrumento musical, uma nova modalidade esportiva, culinária, artesanato, entre outros. Essas atividades também funcionam como experiência de atenção total, bem como meditação.

Convívio familiar

Quando possível, estreitar as relações com as pessoas de sua família é sempre uma boa opção para diminuir a ansiedade.

Consumir arte

O que as pessoas fariam sem as músicas, os filmes, as séries, os livros e a arte em geral no momento mais crítico do isolamento? Assim, dá para se entreter com produções artísticas leves ou realizar reflexões profundas sobre a atualidade.

Exercícios físicos

Os exercícios são excelentes para diminuir a ansiedade. Primeiramente, porque conservar a rotina concede uma sensação de segurança essencial para a saúde mental. Além disso, a atividade física também contribui para a produção de substância no organismo que resultam no bem-estar emocional e bom humor.

Atenção — Procure seu psicólogo:

Atualmente, muitos especialistas alertam que o planeta passa por uma síndrome de confinamento, agravada pela repetição, tédio e impaciência em vários países. Por isso, o ideal é não desmerecer esses sentimentos, procurando assistência profissional, se necessário.

Desse modo, concentrar-se em práticas satisfatórias, como atividades físicas e um tempo de qualidade com amigos e entes queridos, pode reduzir o estresse. Entretanto, procurar um profissional e cuidar do seu estado emocional agora é uma forma de entender o que está acontecendo à sua volta.

Há diversas correntes de psicoterapia na atualidade, e o paciente pode buscar a mais recomendada para o seu perfil e suas demandas.

Esperamos ter ajudado no seu Bem-Estar

Definitivamente, adotar algumas atividades e organizar a sua rotina para não fazer nada por alguns instantes ajuda a manter a sua saúde mental. Aprender a lidar com esse sentimento de tédio é importante para o autoconhecimento e seu Bem-Estar em uma época tão desafiadora.

Por último, a pessoa sempre deve colocar o seu bem-estar como prioridade e abandonar qualquer tabu que ainda tenha em relação à saúde mental. Afinal de contas, todo mundo procura ajuda médica quando está com dor de barriga, dor de estômago ou com um braço quebrado. Logo, lidar com a ansiedade com a devida ajuda é tão importante quanto.

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