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É difícil que alguma mulher não conheça – ou já tenha ouvido falar – de pelo menos um dos livros acima. Todos fazem parte de um gênero que, embora o título possa soar besta ou pejorativo, é um dos mais vendidos do mundo: o chick-lit, ou literatura de “mulherzinha”. Eles receberam esse título porque tem foco, como nenhum outro gênero, na abordagem de elementos que são relativos ao universo feminino, a exemplo de namoros, paqueras, compras, ciúmes, beleza, roupas, maquiagens, viagens, trabalhos e por aí vai. E porque eles atraem tanta leitoras ao redor do mundo? Além da óbvia identificação com os temas, os livros costumam ser leves e bem-humorados ao tratar das feminices nossas de cada  dia, nos dando o prazer de, através da leitura, dar vazão a mulherzinha que existe dentro de cada uma de nós. Afinal, por mais inteligentes, sérias, racionais, workaholics e auto-suficientes mulheres do século XXI que sejamos (cof cof), todas teremos nossos dias de cismar com o guarda-roupa, entrar em crise com a calça que não entrou, o paquera que não ligou, a viagem que não deu certo, o cartão de crédito que estourou… Enfim, é muito bom aceitar e descontrair lendo um pouco sobre “mulherzinhas” ficcionais mas tão reais quanto nós. Quem estiver em busca de livros assim pode começar por algum dos sugeridos acima (nos casos das séries o ideal é procurar o primeiro volume!). Mas quem já tiver sua série/autora queridinha, compartilha com azamiga aí nos comentários pra gente trocar figurinhas!

Não tenho filhos, não tenho irmãos pequenos e pra ser sincera não convivo diariamente com crianças. Mas tenho sim vontade de ter (um dia, quem sabe) meus pimpolhos. Como toda pessoa normal, morro também de medo e receio da maneira como vou educar e criar meus filhos. É um papel importante demais, uma responsabilidade do tamanho de um gigante para uma pessoa tão pequenininha.

Um dos meus maiores receios, por exemplo, é o dos meus filhotes não criarem o hábito da leitura. Eu nasci em um mundo onde já existia computador, porém até ele se tornar parte do dia-a-dia eu mesma já me tornara uma viciada em leituras. Já agora, é bem mais difícil prender a atenção de uma criança para os livros – competindo com ipods, vídeo games e demais brinquedos high tech. Nada contra tecnologia e brinquedos high tech, sou uma nerd totalmente a favor, mas é aquele ditado: tudo em exagero faz mal. Me chamem de antiquada, acho uma fase essencial a de uma criança encantada com um livro – de capa, papel e cheiro de livraria. Seja através dos quadrinhos, contos de fadas ou estórias de detetive, existe sempre um livro capaz de fazer determinada criança deixar o computador um pouco de lado e sentar na cama feliz da vida porque vai ler.

Foi num dos presentes literários que meu pai deu a um de seus netos (e ele amou!) que me surgiu a inspiração para procurar alguns títulos legais para a criançada. O critério é leigo e sem conhecimento de causa – já que como já disse, não sou a pessoa mais experiente do mundo com crianças. Mas já fui criança, portanto minhas sugestões são todas na base de: “se eu fosse criança, ia adorar ler isso aqui”.

E vocês, mulherada? Qual livro marcou sua infância?

Entre as coisas que fazem parte do universo feminino (não o blog, me refiro ao nosso dia a dia mesmo), os homens ocupam lugar de destaque, não é mesmo? Entre os diversos tipos masculinos que existem há  aquele  chamado macho-macho. Não me refiro ao machista ou aquele ser ignorante (eca! insuportáveis), mas aquele ser  também chamado de  cafuçu (que tem direito até a bloco e baile de carnaval). Por que os acho interessantes? Porque vários deles, apesar de se mostrarem um tanto quanto ogros, são também admiradores da alma feminina. Eles gostam de mulher, não se intimidam em dizer isso e até dizem o que apreciam em  nós e o que não os agrada (eu fiquei abismada em ver que o vestido de florzinha é quase um fetiche entre eles!). E alguns exemplares desse tipo escrevem sobre o assunto e, garanto, vale conferir.

Machista demais? Algumas vezes, sim. Mas usando um filtro bacana chamado “humor” (e, claro, um bocado de tolerância), dá pra rir um bocado e entendê-los um pouco e, se for do seu interesse, se o tipo lhe agrada, até pegar dicas. Então eu deixo pra vocês três possibilidades bacaninhas para tentar conhecer esse ser confuso chamado “homem” (sim, se você é mulher, vai concordar: nós somos confusas, mas eles também são. Estou certa?) :

* Xico Sá – o jornalista nordestiníssimo (e residente em SP) tem livros ótimos sobre o assunto. Tenho, de autoria dele, “Chabadabadá” e “Modos de Macho e Modinhas de Fêmea”. Este último é bem sobre o assunto desse post, mesmo e é o meu preferido. Ele ainda tem uma coluna no jornal Folha de São Paulo.

* Blog Papo de Homem. O blog é voltado para eles, portanto o conteúdo é bem masculino mesmo (ao contrário de Xico, que parece escrever para mulheres, na maioria das vezes). Mas tem muita conteúdo lá que nos interessa, hein, fica a dica.

* Paulo Rebêlo. Talvez o menos famoso dessa trinca, mas seus textos são igualmente interessantes. É amigo meu, portanto sei que realmente se encaixa no perfil acima descrito. Isso você percebe logo que vê a coluna lateral direita do blog, Hipopocaranga, em que mostra os textos mais lidos: estão lá “Como acabar com um relacionamento”, “Como conquistar uma mulher” e “As mulheres que nós (ainda) amamos”.

Bem, espero que entendam que não estou fazendo nenhuma apologia ao homem-ogro-ignorante-machista ou algo assim (até porque os moços acima não o são, que eu saiba). Apenas quero mostrar pra vocês que conhecer um pouco do mundinho deles pode ser bem interessante. Aliás, vale lembrar que até o Shrek também tinha um lado doce e amoroso, não é verdade?

Sempre que vejo uma pessoa que cuida da casa super direitinho, que deixa o lar todo arrumado, bonito e tudo mais , seja morando sozinha ou acompanhada eu penso “eu jamais conseguiria”. Até organizo as coisas, me viro na cozinha (você ainda vai ver isso aqui) mas não sou exatamente um exemplo. Onde se aprende isso? Tem cursinho? E antes que você pense “isso é o tipo de coisa que só se aprende na prática”, saiba que, descobri recentemente, tem manuais pra isso, sim! Baita ajuda para quem não tem essas habilidades naturalmente.

Olha só esses livros: “Respostas Imediatas para Problemas do Dia a Dia” e “Soluções Surpreendentes e Econômicas para Problemas Domésticos”, ambos da editora Seleções. Juntos, são quase quatro mil dicas que podem facilitar o cotidiano de todo mundo. Tem desde o que fazer em caso de soluços até como cuidar das calotas do carro, passando por brincadeiras com crianças, cuidado com plantas e animais de estimação e até o que fazer para amenizar as consequências de um resfriado.

Coisas que só servem a donas de casa? Inutilidades? Tudo bem, não vai ter TUDO o que preciso e muita coisa que tem ali eu dispensaria, mas, mesmo assim, achei bem bacanas, esses livros. Soluções bem práticas ao alcance das mãos. Afinal, eu não preciso ter em minha mente a solução para tudo. Então se são essas facilidades que você procura, pode começar a vasculhar nas livrarias, que deve haver outros como esses.