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por Brisa Dalilla

é muito, muito difícil mesmo entender o conceito de beleza das pessoas.

“olha, eu curto os morenos, sarados, altos e de olhos verdes.”

“ah, já eu gosto demais dos baixinhos com barriguinha, sabe? acho um charme.”

“gordinhos são meu ponto fraco. caio fácil!”

varia, né? ¬¬

o ponto chave é (e todos sabemos): seu bonito não é o meu bonito e vice versa e tal e pá. olha que eu nunca jamais em hipótese alguma na vida escolhi (até porque você nem escolhe, o coração escolhe, mas tudo bem…) namorados, peguetes, casinhos, ficantes etc, pela beleza. a realidade é que existem muitas milhares de outras coisas que importam na hora da conquista. bata aqui se concorda comigo. o/

já fiquei com umas figuras que, se eu te mostrar as fotos, cê vai perguntar se eu permaneci bêbada durante toda a relação. vdd vddra. se quiser te mostro. mas fico na minha porque vai que acontece o contrário também, né? vai que o ex mostra minha foto pra alguém e a esculhambada vou ser eu…

mas então… o babado é que a beleza é diretamente proporcional ao ~tamanho~ do amor. clichêzão? ô… maior de todos. mas o que é o amor, né pessoa? mega clichê ambulante delícia. você conhece a pessoa, se apaixona e, minha amiga dona de casa, meu amigo telespectador… pode ser o cão chupando manga, a bruxa do 71, que vai ser a coisa mais linda e gostosa que você já viu na vida. e vai ganhar apelidinho carinhoso, beijinho, amorzinho, todos os elogios do mundo todo. pq né, o amor faz essas coisas por você. coisas que você tem que ser muito sábio pra entender que são ‘romantiquisses’ de ocasião e não tem porque ter vergonha depois.

já me apaixonei por um gordinho mais baixo que eu. ficava uma coisa linda e emocionante, eu, que já não sou dessas alturas todas, ser maior que o namorado. mas ó, a gente sempre fez disso uma coisa tão natural, tão à nossa maneira, que não teve um que não dissesse que era o casal mais lindo do mundo. no amor você ama os defeitos mais cretinos, os trejeitos mais estranhos, até coisas que não são defeitos, mas uns doidos insistem que são.

amar é sim essa coisa bizarra e ~maravilhinda~ que faz você ser sublime aos olhos do ser amado. e não tem coisa mais gostosa do que você se enxergar bonita aos olhos da outra pessoa. naqueles momentos comuns do dia, qdo você toda largada no sofá, de moletom e meias, lê um livro; ou depois do amor, quando bate aquela aura deliciosa de prazer compartilhado; ou mesmo quando você chora por algo e aquelas lágrimas ainda assim são parte da sua beleza.

é apenas a missa que todos nós já sabemos de cor e salteado, mas só nos lembramos quando alguém toca no assunto:

people are beautiful if you love them.

Por Emerson Damásio*

Desde que John Gray tentou simplificar a complexa comunicação entre os Marcianos e as Venusianas, que nós achávamos que as coisas seriam mais fáceis tanto para homens quanto para mulheres; que a compreensão do comportamento do companheiro iria ajudar o relacionamento do casal, e ajudou.  Até ela chegar: a TPM. Um tsunami de hormônios causando um rebuliço no comportamento feminino. O limiar de sensibilidade, que é uma coisa peculiarmente feminina, alcança casas astronômicas.

Dica de uma amiga professora para minha futura namorada: – “manda ela tomar DISERIM, Emerson, que a semana pré-menstrual se transformará em período ovulatório”. Meninas, o Ministério da Saúde adverte: antes de tomar qualquer medicamento, seu médico deverá ser consultado. Qual de vocês, meninas, nunca escreveu em seu caderno de colégio ou diário: – “um ato vale mais que mil palavras”.  Mas não adianta os mil atos, ou fale que me ama ou eu nunca irei descobrir.

Tem uma coisa que eu chamo de SENSIBILIDADE  PERCEPTIVA, que os psicólogos talvez tenham descrito como um outro fenômeno, mas que eu entendo como a capacidade de compreensão do outro, através da linguagem não verbal, e sim da linguagem comportamental. Acho que desta forma, vamos alcançar a “simplificação do complexo”, desejado por Gray.

As mulheres gostam de ilusão, conto de fadas. Porque os cantores sertanejos e Roberto Carlos fazem tanto sucesso com as mulheres? Só falam o que elas gostariam de ouvir. Eu penso que o sucesso do relacionamento é concordar com as mulheres, quando você começa a discordar, a crise se instala.

Cantado por Caetano:  ” liberto-me ficando teu escravo…”

E vocês devem estar me perguntando ” E vocês são tão fáceis mesmo?”.  Ontem escutei de uma amiga “vocês homens são todos iguais mesmo”.  Na verdade ela falou ” vocês não prestam”, acho que a frase de cima veio complementando. rs… Feito Mussarela de Búfala na salada.

Gostaria de terminar com o trecho de uma música de Péricles Cavalcanti ( Elegia), baseada num texto de John Donne, a mesma cantada por Caetano acima:

“Como encadernação vistosa, feita

para iletrados a mulher se enfeita,

mas ela é um livro místico e somente

a alguns a que tal graça se consente, é dado lê-la”

*Emerson Damásio é profissional de Educação Física

Por Camilla Rezende*

Quando eu era criança, em todas as brincadeiras de boneca a minha Barbie era separada, tinha um filho e acumulava as tarefas da casa com a vida profissional. Quando entrei na adolescência gritava para quem quisesse ouvir que nunca iria me casar e fazia planos com minha melhor amiga de como moraríamos juntas e seríamos livres…

Hoje percebo como a vida é engraçada, olho pra trás e vejo o quanto as coisas mudaram, o quanto eu mudei e de quantas incoerências a minha vida foi feita.

Caindo em contradição

Mesmo com esses pensamentos feministas extremistas, sempre fui romântica! Meus primeiros namorados foram amigos que se tornaram amores platônicos e depois verdadeiros. Sempre sonhei com declarações de amor típicas de comédias românticas e acreditava, totalmente, que o homem que eu escolheria para estar ao meu lado seria um príncipe encantado. Ao mesmo tempo em que sempre odiei ganhar flores e morria de vergonha de admitir que estivesse apaixonada por alguém.

Mas a maior das incoerências foi ter conhecido o grande amor da minha vida em uma baladinha. Nada de romantismo, cavalo branco ou paixão à primeira vista. Apenas aconteceu, simples assim. E ao mesmo tempo em que amo incondicionalmente esta pessoa e não consigo imaginar minha vida sem ele, não quero ser dependente dele e por isso sempre busquei a minha liberdade, meu caminho, meus sonhos…

Com tudo o que tem direito

E então a menina que não podia ouvir falar em casamento se viu casando na igreja de véu e grinalda aos 22 anos depois de ter namorado por 8 (sem noivar porque isso seria impensável). E para ousar, não usa sua super aliança de ouro, usa uma baratinha de aço, porque afinal ela não precisa de formalidades para fortalecer o amor.

E hoje quando paro para pensar, percebo de quantas incoerências minha vida foi construída. A menina que não podia ouvir sobre casamento, tem uma história do tempo da nossa avó, quando se casava nova e com o amor da adolescência… Que mesmo odiando flores, amou o seu buquê de noivas e odiou não ter guardado. Que mesmo buscando a liberdade, quer mesmo é estar junto e cuidar… E que mesmo querendo ser livre, não quer nunca estar sozinha…

Mas sabe, acredito que todas nós, mulheres, somos incoerentes e que o melhor mesmo é ser feliz e mais nada!

* Camilla é profissional de Marketing e tem o blog Na minha panela

*Por Marcel Dias

Em qualquer situação da vida, exceção feita a ganhar na Mega-Sena, conquistar algo envolve esforço, dedicação e perseverança. Somos de uma geração onde nos acostumamos a ter tudo fácil nas mãos. Foi um caminho natural até acharmos que poderíamos encontrar um amor pra vida toda sem procurar, merecer ou conquistar. Temos a crença de que a qualquer momento todos viveremos uma história de hollywood com final feliz. Mas aí vem a vida e nos põe os pés no chão.

 Você não vai encontrar, ou mais difícil ainda, manter um amor pra vida toda ao seu lado sem esforço. O amor é como na guerra: para vencer você deve fazer o que tem que ser feito. Isso envolve esforço físico e psicológico, abnegação, altruísmo e até mesmo adivinhação em alguns momentos. Se você não estiver disposto(a) a realizar tudo isso, não culpe a vida, seus amores frustrados ou as pessoas a sua volta pela sua infelicidade.

Amar não foi nem nunca será algo fácil. Apaixonar-se é uma corrida de 100m rasos, mas amar é uma maratona que irá consumir suas forças, lhe cansar, frustrar e até derrubar em alguns momentos sem qualquer garantia de vitória. Mas a grande virtude do amor não está nem no começo, nem em seu fim (feliz ou não). O amor de verdade encontra-se na jornada. No durante. No hoje. Ninguém ama ontem ou amanhã. Ninguém ama muito ou pouco. Quem ama de verdade apenas ama, pois o amor não enfraquece, apenas deixa de ser.

 E quando o amor deixa de ser, nós vamos morrendo aos poucos. É quando há mais espinhos do que pétalas em nossa alma. Por isso ame, ame muito. Mas esteja disposto a se necessário dar a sua vida por isso.

* Marcel Dias é analista de sistemas, blogueiro do Byte que eu Gosto e também é conhecido como @bqeg

Por Tarrask *

Opa. Tarrask sendo convidado pra entrar no Universo Feminino. Tem truque aí. É pegadinha. Vou ficar ligado pra ver onde estão escondidas as câmeras.

Porque, mesmo tendo sido convidado, elogiado e bem-recebido no recinto, ladies, uma das maiores lições que eu já aprendi sobre vocês é que não dá pra confiar no que vocês dizem, e muito menos no que vocês pedem.

Mulher não usa palavras pra falar

Já que vocês já estão pegando aquelas bolsas de 20 Kgs que vocês usam para carregar o universo feminino inteiro e preparando pra jogar em mim, vou aproveitar e soltar uma metáfora futebolística: vocês falam como o Garrincha. A voz, o corpo, os olhos dizem uma coisa, as palavras que saem da boca, outra completamente diferente. Podem me matar, mas eu estou dizendo a verdade.

Tem aquelas cinquenta mil frases clichês que já estamos cansados de ouvir: “Não foi nada”, “Faça o que você quiser”, etc, que vivem correndo por emails e piadas por aí. Nós sabemos já entendemos o jogo. Vocês driblam. Dizem uma coisa, querem outra e tentam fazer o gol.

Falando em gol, por que os homens estão sempre enchendo o saco com futebol?

Era exatamente isso que eu queria falar. Notaram o drible? O objetivo inicial do meu texto era mostrar pra vocês como é chato alguém falar uma coisa, querendo outra, com o objetivo final de mudar o comportamento do outro.

Mudar uma pessoa é até possível. Eu já me mudei várias vezes. Só que acho uma sacanagem absurda você querer mudar outra pessoa.

Mas o que vocês querem de verdade é que o cara não mude.

Já prestaram atenção? Pensem em todos os casais que o cara mudou por causa da mulher. Rolou um PnB depois?

É. Se a mulher consegue dobrar o cara, perde o respeito por ele. E aí o tesão vai junto, logo na sequência.

Ou seja, este texto é um aviso: nós já sabemos que vocês vão mimimizar, falar, pedir e até ameaçar greve de sexo. E também sabemos que o segredo pra continuar tudo do jeito que a gente gosta é aguentar. Permanecer em silêncio, escutando o que vocês falam, mas que não é o que vocês querem dizer. Pra melhorar só um pouco mais, um sorriso cínico e talvez um beijo. E só.

Tudo continuará perfeito como antes.

Fui claro?

* Sobre Tarrask

Tarrask é um nickname de Alex Luna, que é especialista em escrever ficção sobre relacionamentos fracassados. Nenhuma mulher foi machucada na confecção deste artigo, mas recomendamos que as crianças não tentem fazer nada disso em casa.