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Por Nilson Junior*

Apesar de todas as gritantes e claras diferenças entre o universo masculino e o feminino, uma coisa é bem comum aos dois: Fim de relacionamento.

E não importa muito se você é pegador de rave ou tem um coração mais gelado que cerveja em happy hour de sexta-feira, uma hora ou outra nesse louco carrossel que chamamos de vida você vai sofrer por conta de um amor perdido. E quando isso acontecer, você vai perder seu chão, vai achar que nunca mais vai encontrar um novo amor, vai tomar porre atrás de porre tentando afogar o seu sofrimento, vai procurar em outros beijos aquele que já não existe mais, vai escutar Adele dia e noite pra se achar a pessoa mais injustiçada pelo destino e, pior de tudo, vai acreditar fortemente que, quanto mais sofrer, maiores as chances do seu amor voltar.

A má notícia é que nada disso vai funcionar.

A boa notícia é que, aos poucos, os dias que passaram a se arrastar por longas horas sem fim com gosto amargo a cada fim de tarde vão, quando você menos perceber, voltar ao ritmo normal. Aquele sono difícil com a cabeça a mil por hora que só chegava às 6 da manhã, vinte minutos antes do despertador tocar, vai se transformar em noites de longas conversas com grandes amigos numa mesa de bar. A bagunça do seu quarto vai desaparecer, seu cabelo vai voltar a brilhar, finalmente vai trocar a locadora de DVD pela balada mexicana regada a tequila e sua trilha sonora vai voltar a Queen e Foo Fighters.  Quando menos esperar, já vai estar trocando mensagens de texto com aquele gatinho ou aquela gatinha que você esbarrou na faculdade outro dia, prontinho pra fazer a loucura de entregar seu coração novamente. O nome dessa solução mágica que vai te puxar de volta para o mundo real é Tempo. E ele não pode ser convocado, intimado nem implorado. Ele chega quando e como bem quer, mas se tem algo que eu posso te afirmar é que ele SEMPRE chega.

Aí começa tudo de novo e, agora que você já sabe como a coisa funciona, entendeu que dessa vez pode nem ser pra sempre mesmo, mas que a graça de tudo isso está exatamente no fato de ser imprevisível e que, quando chegar, vai transformar completamente a sua vida. O amor sempre vale a pena.

*Nilson é publicitário,  digital planner, está solteiro e também é conhecido como @shablemga

Por Fred Toscano*

Sou totalmente a favor da igualdade entre os sexos. Não há absolutamente nada que um gênero faça que o outro não seja perfeitamente capaz de realizar também. Homens não podem engravidar, mas podem adotar filhos e o que importa, no final, é ser um bom pai. Mulheres podem mijar em pé sem grandes problemas, desde que não seja no banheiro daqui de casa, porque faz uma sujeira do cacete. E todos são livres para fazer o que bem entenderem das suas vidas, tendo como limite apenas a própria consciência e a legislatura do seu país. Existe apenas, em minha opinião, uma área da expressividade humana que deveria se limitar apenas e tão-somente à atuação feminina: a dança. Não falo da dança acompanhada, de casal. Essa, evidentemente, exige um número mínimo e também máximo de participantes. Três configura a amaldiçoada dança do maxixe, indo de encontro às leis de Deus e do homem. E uma pessoa dançando caracteriza sedução. Ao menos no caso das mulheres. Homens dançando sozinhos são visões quase tão tristes quanto um mendigo discutindo com a própria garrafa de pinga. Poucas coisas são mais patéticas do que um pobre e confuso macho, geralmente alcoolizado, remexendo-se furiosa e descoordenadamente em uma pista de dança enquanto as outras pessoas, constrangidas, formam um círculo de segurança ao redor daquela aberração, em uma tentativa vã de isolar aquele fenômeno do resto dos homens locais. Essas coisas, afinal, são contagiosas.

Eu mesmo não posso dançar. Literalmente não tenho permissão. A Defesa Civil listou a minha dança entre as cinco maiores causas de catástrofe no Recife, atrás apenas de ataque de tubarão no calçadão da praia de Boa Viagem e passeata da Torcida Jovem na Agamenon Magalhães. Gerações de mulheres da minha família já tentaram me ensinar a dançar qualquer coisa que fosse, sempre com resultados trágicos. Minha tia, que Deus a tenha, é uma prova disso. E que Deus tenha os 17 bombeiros que tentaram nos resgatar daquela academia de dança em chamas. Ainda hoje, sempre que escuto a “Macarena”, me jogo no canal mais próximo. Por isso eu desisti. Nada de dança para mim. A não ser como espectador. Nisso sim, eu sou bom. Poucas coisas são mais prazerosas do que observar uma mulher dançando sozinha. Os cabelos cuidadosamente assanhados formam um véu sobre os olhos da mulher, deixando entrever apenas um sorriso quase infantil, enquanto seu corpo rodopia com uma graça que prova, de uma vez por todas, que Deus existe, mas de vez em quando tem umas conversas com o capeta. E mesmo em uma festa cheia de pessoas estranhas, você sente, de alguma forma, que ela está dançando para você, seu desgraçado sortudo. Cada movimento de quadris, cada jogada de cabelo, cada encontro fortuito de olhares, reduzindo homens feitos a meninos boquiabertos, que abem exatamente o que querem mas não fazem ideia de como chegar lá.

Mulheres, sigam meu conselho. Se você está pensando em dar um presente para o seu namorado/ficante/peguete/pau amigo, faça melhor: dance para ele. Quer dar uma roupa e não sabe o que ia ficar bem no moço? Invista a grana em uma lingerie mais ousada e dance para ele. Pensou em presentear o cara com um CD, gravado por você, com os bregas favoritos dele? Não perca tempo e monte sua própria seleção de músicas calientes, apropriadas para um bom strip-tease. Está considerando premiá-lo com uma viagem em um cruzeiro de luxo para Fernando de Noronha, com tudo pago e open-bar? Dê um pé na bunda desse mamão e entre em contato comigo através desse blog. Não, sério. Garotas, lembrem-se: vocês têm à mão uma arma capaz de, em poucos segundos, hipnotizar um homem, deixa-lo literalmente de quatro e implorando por mais. E não, você não precisa ser linda nem a campeã interestadual de pole dance. Na maioria das vezes, basta vontade, desenvoltura, um pouco de coordenação e bom-humor. E uma calcinha pequenininha nunca matou ninguém. Por isso, mulheres, sigam meu conselho e façam desse um mundo melhor. Dancem. Sambem na ponta do pé ou rebolem até o chão, pouco importa. Apenas dancem.

Os homens agradecem. E aguardam ansiosos.

* Frederico Toscano é Bacharel em Gastronomia, Mestrando em História, torcedor do Sport Club do Recife, comediante ocasional, escritor amador, não é publicitário e não entende nada de Comunicação. Gosta de gatos mas é hetero e quando tem tempo, pensa que faz graça no Blog da Reclamação.

Por Emerson Damásio*

Desde que John Gray tentou simplificar a complexa comunicação entre os Marcianos e as Venusianas, que nós achávamos que as coisas seriam mais fáceis tanto para homens quanto para mulheres; que a compreensão do comportamento do companheiro iria ajudar o relacionamento do casal, e ajudou.  Até ela chegar: a TPM. Um tsunami de hormônios causando um rebuliço no comportamento feminino. O limiar de sensibilidade, que é uma coisa peculiarmente feminina, alcança casas astronômicas.

Dica de uma amiga professora para minha futura namorada: – “manda ela tomar DISERIM, Emerson, que a semana pré-menstrual se transformará em período ovulatório”. Meninas, o Ministério da Saúde adverte: antes de tomar qualquer medicamento, seu médico deverá ser consultado. Qual de vocês, meninas, nunca escreveu em seu caderno de colégio ou diário: – “um ato vale mais que mil palavras”.  Mas não adianta os mil atos, ou fale que me ama ou eu nunca irei descobrir.

Tem uma coisa que eu chamo de SENSIBILIDADE  PERCEPTIVA, que os psicólogos talvez tenham descrito como um outro fenômeno, mas que eu entendo como a capacidade de compreensão do outro, através da linguagem não verbal, e sim da linguagem comportamental. Acho que desta forma, vamos alcançar a “simplificação do complexo”, desejado por Gray.

As mulheres gostam de ilusão, conto de fadas. Porque os cantores sertanejos e Roberto Carlos fazem tanto sucesso com as mulheres? Só falam o que elas gostariam de ouvir. Eu penso que o sucesso do relacionamento é concordar com as mulheres, quando você começa a discordar, a crise se instala.

Cantado por Caetano:  ” liberto-me ficando teu escravo…”

E vocês devem estar me perguntando ” E vocês são tão fáceis mesmo?”.  Ontem escutei de uma amiga “vocês homens são todos iguais mesmo”.  Na verdade ela falou ” vocês não prestam”, acho que a frase de cima veio complementando. rs… Feito Mussarela de Búfala na salada.

Gostaria de terminar com o trecho de uma música de Péricles Cavalcanti ( Elegia), baseada num texto de John Donne, a mesma cantada por Caetano acima:

“Como encadernação vistosa, feita

para iletrados a mulher se enfeita,

mas ela é um livro místico e somente

a alguns a que tal graça se consente, é dado lê-la”

*Emerson Damásio é profissional de Educação Física

Por Anselmo Albuquerque*

Os homens não amadurecem nunca. Esse velho ditado tende a se perpetuar como uma verdade no universo feminino. Não apenas neste blog, mas também em toda nova geração Y que irá envelhecer. Eles chegarão aos 40 anos e continuarão a jogar partidas de Call of Duty® online e fazer campeonatos de Fifa2023 na sala com os amigos. Bem, isso é o que penso da relação entre a minha geração e os jogos eletrônicos.

A maioria das mulheres não entendem como podem 6 amigos barbados passarem 4 horas jogando PS3 ou XBox, fazendo sua própria narração, xingando o juiz, reclamando com o jogador que ele mesmo está controlando. São momentos de descontração para os homens e de insatisfação para as mulheres. Daí surgem aquelas discussões sobre o tempo que se passa jogando x namorando. Imagino que nenhum homem prefira jogar videogame ao invés de estar na companhia de uma dama, mas tenho certeza de que todo homem seria mais feliz se sua namorada não quisesse que esse momento fosse na hora do jogo.

Já escutei relatos de vários amigos sobre os tipos de comentários que suas mulheres fazem: “Parece que você prefere ficar mais com esse jogo do que comigo”, “Você está ficando viciado nesse troço” ou “Não acredito que você pagou R$ 200,00 nesse jogo”. Ora garotas, enquanto vocês pagam R$ 100,00 para cortar o cabelo e R$ 30,00 para fazer as unhas, nós garotos preferimos comprar o novo God of War®.

Outro fato importante é a percepção das mulheres sobre a duração de uma partida de futebol no videogame. Por exemplo, uma partida de Pro Evolution Soccer® (PES) dura em torno de 6 min, mas vocês insistem em achar que a mesma passa de meia hora. Isso não é verdade. Jogar é como assistir televisão, só que interagindo, pode ser um hábito diário como assistir a novela ou um seriado. Só porque se trata de videogame, a pessoa já é logo taxada como viciada? Nunca vi ninguém dizer que uma dona de casa que assista as novelas da 18h, 19h e 20h é uma viciada, mas quando jogamos 1h30 por dia, temos que procurar uma psicóloga.

Mulheres, gostaria de terminar esse texto pedindo que vocês entendessem esse lado masculino. Tenha certeza de que seu namorado, noivo ou marido gosta mais de você do que do gadgets, mas não ligue para ele na hora que ele está jogando. Ele pode perder uma partida ou “morrer” num estágio mais difícil. E prepare-se: a culpa será sua.

*Anselmo é Diretor de Planejamento na Massapê e colunista no CHMKT.

*Por Marcel Dias

Em qualquer situação da vida, exceção feita a ganhar na Mega-Sena, conquistar algo envolve esforço, dedicação e perseverança. Somos de uma geração onde nos acostumamos a ter tudo fácil nas mãos. Foi um caminho natural até acharmos que poderíamos encontrar um amor pra vida toda sem procurar, merecer ou conquistar. Temos a crença de que a qualquer momento todos viveremos uma história de hollywood com final feliz. Mas aí vem a vida e nos põe os pés no chão.

 Você não vai encontrar, ou mais difícil ainda, manter um amor pra vida toda ao seu lado sem esforço. O amor é como na guerra: para vencer você deve fazer o que tem que ser feito. Isso envolve esforço físico e psicológico, abnegação, altruísmo e até mesmo adivinhação em alguns momentos. Se você não estiver disposto(a) a realizar tudo isso, não culpe a vida, seus amores frustrados ou as pessoas a sua volta pela sua infelicidade.

Amar não foi nem nunca será algo fácil. Apaixonar-se é uma corrida de 100m rasos, mas amar é uma maratona que irá consumir suas forças, lhe cansar, frustrar e até derrubar em alguns momentos sem qualquer garantia de vitória. Mas a grande virtude do amor não está nem no começo, nem em seu fim (feliz ou não). O amor de verdade encontra-se na jornada. No durante. No hoje. Ninguém ama ontem ou amanhã. Ninguém ama muito ou pouco. Quem ama de verdade apenas ama, pois o amor não enfraquece, apenas deixa de ser.

 E quando o amor deixa de ser, nós vamos morrendo aos poucos. É quando há mais espinhos do que pétalas em nossa alma. Por isso ame, ame muito. Mas esteja disposto a se necessário dar a sua vida por isso.

* Marcel Dias é analista de sistemas, blogueiro do Byte que eu Gosto e também é conhecido como @bqeg